[27 Dezembro 23h04min 2005]
O governo do presidente eleito Evo Morales não vai mais aceitar ajuda econômica e militar dos Estados Unidos vinculada à luta contra as drogas. Foi o que informou hoje o porta-voz presidencial Juan Ramón Quintana. Ele ressaltou que a tarefa de combate ao narcotráfico não estará mais a cargo das Forças Armadas. O anúncio da medida, atribuída a "questões de soberania", ocorreu três dias antes do embarque de Morales a Cuba - primeira viagem dele ao exterior como presidente eleito da Bolívia. Da ilha comunista, Morales seguirá depois para Europa, China, África do Sul e Brasil.
Quintana, que chefia a equipe de transição do futuro governo, disse que a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) converteu-se num apêndice do DEA (agência antidrogas americana). "Isso implica um enorme risco para a segurança do Estado", ressaltou ele. "Todos os organismos e atribuições institucionais devem retornar ao controle do Estado."
O assessor presidencial disse também que Morales está decidido a desvincular as Forças Armadas da tarefa de erradicação das plantações ilegais de coca, principalmente em Chapare (centro do país). Morales iniciou sua carreira política como líder dos plantadores de coca nessa região. "A polícia vai se encarregar de novo da tarefa de combate às drogas", adiantou Quintana. Contudo, o comandante da polícia, general David Aramayo, disse que a FELCN atua em conjunto com sua corporação. Ele também deixou claro que a missão de combate ao narcotráfico não pode prescindir da ajuda americana.
Chapare foi declarada zona ilegal para o cultivo da coca. Morales, que durante a campanha eleitoral prometeu despenalizar o cultivo da coca, quer permitir a plantação numa área de 1.600 metros quadrados dessa região, alegando problemas de subsistência de agricultores pobres. Mas os Estados Unidos, que não cumprimentaram Morales pela vitória eleitoral, vetam a idéia.
Ainda hoje, Morales, dirigindo-se aos bolivianos, anunciou que vai fazer um corte de 50% em seus vencimentos de presidente. Ele passaria a receber então o equivalente a US$ 1,8 mil mensais. Ele anunciou também decisão de suprimir os vencimentos dos 157 deputados suplentes do Congresso boliviano.
Morales anuncia viagens a Cuba, Brasil e Europa
Evo Morales irá a Cuba nesta sexta-feira, em sua primeira viagem internacional depois de ser eleito, no último dia 18. Segundo o porta-voz Alex Contreras, após de reunir-se com o presidente cubano, Fidel Castro, Morales seguirá para a Europa, onde visitará vários países. O porta-voz também disse que Morales visitará o Brasil a partir de 13 de janeiro. Sua posse está marcada para 22 de janeiro.
Durante a campanha eleitoral, Morales declarou-se admirador de Castro e referiu-se a si mesmo como "o irmão mais jovem" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agência Estado
O governo do presidente eleito Evo Morales não vai mais aceitar ajuda econômica e militar dos Estados Unidos vinculada à luta contra as drogas. Foi o que informou hoje o porta-voz presidencial Juan Ramón Quintana. Ele ressaltou que a tarefa de combate ao narcotráfico não estará mais a cargo das Forças Armadas. O anúncio da medida, atribuída a "questões de soberania", ocorreu três dias antes do embarque de Morales a Cuba - primeira viagem dele ao exterior como presidente eleito da Bolívia. Da ilha comunista, Morales seguirá depois para Europa, China, África do Sul e Brasil.
Quintana, que chefia a equipe de transição do futuro governo, disse que a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) converteu-se num apêndice do DEA (agência antidrogas americana). "Isso implica um enorme risco para a segurança do Estado", ressaltou ele. "Todos os organismos e atribuições institucionais devem retornar ao controle do Estado."
O assessor presidencial disse também que Morales está decidido a desvincular as Forças Armadas da tarefa de erradicação das plantações ilegais de coca, principalmente em Chapare (centro do país). Morales iniciou sua carreira política como líder dos plantadores de coca nessa região. "A polícia vai se encarregar de novo da tarefa de combate às drogas", adiantou Quintana. Contudo, o comandante da polícia, general David Aramayo, disse que a FELCN atua em conjunto com sua corporação. Ele também deixou claro que a missão de combate ao narcotráfico não pode prescindir da ajuda americana.
Chapare foi declarada zona ilegal para o cultivo da coca. Morales, que durante a campanha eleitoral prometeu despenalizar o cultivo da coca, quer permitir a plantação numa área de 1.600 metros quadrados dessa região, alegando problemas de subsistência de agricultores pobres. Mas os Estados Unidos, que não cumprimentaram Morales pela vitória eleitoral, vetam a idéia.
Ainda hoje, Morales, dirigindo-se aos bolivianos, anunciou que vai fazer um corte de 50% em seus vencimentos de presidente. Ele passaria a receber então o equivalente a US$ 1,8 mil mensais. Ele anunciou também decisão de suprimir os vencimentos dos 157 deputados suplentes do Congresso boliviano.
Morales anuncia viagens a Cuba, Brasil e Europa
Evo Morales irá a Cuba nesta sexta-feira, em sua primeira viagem internacional depois de ser eleito, no último dia 18. Segundo o porta-voz Alex Contreras, após de reunir-se com o presidente cubano, Fidel Castro, Morales seguirá para a Europa, onde visitará vários países. O porta-voz também disse que Morales visitará o Brasil a partir de 13 de janeiro. Sua posse está marcada para 22 de janeiro.
Durante a campanha eleitoral, Morales declarou-se admirador de Castro e referiu-se a si mesmo como "o irmão mais jovem" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agência Estado
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