Tuesday, December 20, 2005

Se o Iraque tivesse uma...

Coréia do Norte diz ter armas nucleares para se defender dos EUA

A Coréia do Norte reafirmou nesta terça-feira que possui armas nucleares como medida "necessária" e "legítima" para se defender dos Estados Unidos, segundo publicou a agência oficial de notícias norte-coreana KCNA.

"Tecnicamente seguimos em guerra com os EUA. Por isso nos vimos forçados a produzir armas nucleares e a continuar melhorando-as para nos defender dos EUA", assinala o comunicado emitido pelo regime comunista.

"Trata-se do nosso exercício natural e legítimo de autodefesa", acrescenta o texto reproduzido pela agência sul-coreana Yonhap.

Este comunicado segue a outro emitido horas antes que assinalava que Pyongyang continuará desenvolvendo suas atividades nucleares como resposta ao reator nuclear que foi prometido pela comunidade internacional e que não será feito.

A Organização para o Desenvolvimento da Energia na Península Coreana (KEDO, sigla em inglês) decidiu no final de novembro pôr fim ao plano de construção de dois reatores atômicos de água leve, segundo o estipulado em 1994 pela Coréia do Norte e pelos EUA.

A KEDO decidiu abandonar o projeto pelo descumprimento norte-coreano de sua cláusula principal, a renúncia a seu incipiente programa nuclear militar, e a falta de avanços notáveis nas conversas para seu desarmamento.

"Quando chegar o momento, construiremos a nosso gosto um reator de água pesada, baseado em nossa tecnologia e potencial, e aumentaremos nossas atividades nucleares pacíficas", assegurou a Coréia do Norte.

Estas duras declarações norte-coreanas acontecem durante um recesso no processo das negociações de seis lados para a desnuclearização do regime comunista.

No começo de novembro, a primeira parte da quinta rodada destas conversas foram concluídas sem avanços.

O retorno da Coréia do Norte à mesa da negociação na qual figuram Coréia do Sul, EUA, Rússia, China e Japão, está também no ar pela tensão gerada pelas sanções financeiras impostas por Washington a Pyongyang.

No comments: